Cinco grandes semelhanças entre o filme Matrix e a realidade virtual atual

Cinema faz previsão dos dias atuais em conexão com o filme Matrix e a realidade virtual

   A arte imi­ta a vida? Ou a vida imi­ta a arte? Por diver­sas vezes este ques­ti­o­na­men­to foi fei­to. Uma das quais mere­ce des­ta­que é no cine­ma, com a ínti­ma rela­ção entre o fil­me Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al atu­al.

   Mas… Antes de tudo, o que é vir­tu­al?
   Segun­do o soció­lo­go e filó­so­fo fran­cês, Pier­re Levy, em seu vídeo, “O que é vir­tu­al?”(você pode ver mais a res­pei­to cli­can­do aqui), o mun­do vir­tu­al não é “irre­al” como mui­tos afir­mam, pelo con­trá­rio ele é real. Tan­to as ima­gens, quan­to os códi­gos, quan­to o com­pu­ta­dor, quan­to o trá­fe­go de dados e tudo aqui­lo que cons­ti­tui essa rea­li­da­de é real. Tudo isso exis­te! Pier­re Levy afir­ma que o que é irre­al, é a sig­ni­fi­ca­ção para o ser huma­no quan­do se inter­pre­ta esses dados reais. Ou seja, o sig­no / sim­bo­lis­mo do que o vir­tu­al sig­ni­fi­ca, cria um ver­da­dei­ro mun­do ima­gi­ná­rio que não faz par­te da rea­li­da­de, e assim, pode­mos dizer que aos pou­cos fica­mos iner­tes para a rea­li­da­de e viven­do algo irre­al, como um sonho. Como se esti­vés­se­mos dor­min­do.

   Há mais de quin­ze anos atrás, essa já era a tese do fil­me Matrix.

   Lan­ça­do em 1999 e diri­gi­do pelos irmãos Lana Wachows­ki e Andy Wachows­ki, o fil­me con­ta a his­tó­ria de um mun­do pós-apo­ca­líp­ti­co em uma épo­ca obs­cu­ra que nem mes­mo a luz do sol aden­tra. Nes­se mun­do, as máqui­nas domi­nam o pla­ne­ta, e os seres huma­nos, por pos­suí­rem calor, ser­vem de bate­ri­as para elas. No fil­me nós somos ver­da­dei­ras pilhas para as máqui­nas se man­te­rem liga­das. Nes­sa épo­ca, há mui­to tem­po que as maqui­nas já escra­vi­za­ram a huma­ni­da­de. Para as pes­so­as não se revol­ta­rem, as máqui­nas indu­zem os indi­ví­du­os a vive­rem dor­min­do em um esta­do de inér­cia pro­fun­do, e enquan­to os huma­nos dor­mem, além de rea­bas­te­ce­rem as máqui­nas com calor huma­no, vivem den­tro de um pro­gra­ma vir­tu­al, uma simu­la­ção que difi­cul­ta a dis­tin­ção do que é a rea­li­da­de e o que é vir­tu­al. Lá, acre­di­tam que estão acor­da­dos gra­ças a essa per­fei­ta simu­la­ção do pas­sa­do. Isto tudo sem sus­pei­tar do mun­do des­truí­do ao seu redor. Essa simu­la­ção vir­tu­al é cha­ma­da de Matrix. E den­tro da Matrix os huma­nos vivem suas vidas sem sus­pei­tas do que ocor­re fora dela. Sem saber como é o mun­do real e acre­di­tan­do que o que vivem den­tro des­se sonho ciber­né­ti­co é a rea­li­da­de. Essa é a liga­ção entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al atu­al.

   Em resu­mo: A huma­ni­da­de acre­di­ta que o mun­do vir­tu­al é real.

   Embo­ra pare­ça bem con­fu­so, esse pen­sa­men­to não é novo, e já foi dito por diver­sos filó­so­fos mui­to tem­po antes da cri­a­ção da Inter­net. Des­sa linha­gem de pen­sa­men­tos, um em espe­cí­fi­co aju­dou a ins­pi­rar o fil­me. Esta­mos falan­do do “ Mito da Caver­na” de Pla­tão, cri­a­do há mui­tos sécu­los atrás na Gré­cia Anti­ga (você pode saber mais a res­pei­to do Mito da Caver­na expli­ca­do em for­ma de ani­ma­ção cli­can­do aqui).

Mas… Qual a relação entre Matrix e a realidade virtual do presente?

   Na Matrix, toda a huma­ni­da­de pas­sa a vida, nas­ce, cres­ce, se conhe­ce, se rela­ci­o­na, se repro­duz, tra­ba­lha e mor­re, sem jamais per­ce­ber que vivem em um pro­gra­ma de com­pu­ta­dor, ou ao menos enxer­gar o mun­do real com os pró­pri­os olhos. Você se lem­brou de algo da rea­li­da­de? Che­gou a se iden­ti­fi­car? Que tal… Ver a rea­li­da­de envol­ta da onde está len­do esse tex­to…

   Além da tela  do seu celu­lar, smartpho­ne, tablet ou com­pu­ta­dor.  “Uma rea­li­da­de vir­tu­al que é con­fun­di­da com a rea­li­da­de”. Que tal…Facebook? You­tu­be? Twit­ter? A Inter­net em geral…  Sim, esta é a fami­li­a­ri­da­de entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al, que pas­sa uma men­sa­gem de aler­ta nas suas entre­li­nhas sobre o esti­lo de vida con­tem­po­râ­neo.

Filme Visionário

   As simi­la­ri­da­des de Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al dos nos­sos dias se tor­nam ain­da mais impres­si­o­nan­tes ao notar­mos que na épo­ca em que o fil­me foi lan­ça­do, embo­ra a Inter­net já exis­tis­se, ain­da não havia se popu­la­ri­za­do da for­ma que se popu­la­ri­zou nos anos seguin­tes. A ideia de que Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al de hoje foi uma pre­vi­são bem-suce­di­da do cine­ma com o esti­lo de vida soci­al que viria, aumen­tam ain­da mais ao com­pa­rar­mos o con­cei­to do pro­gra­ma com as redes soci­ais atu­ais, estas, embo­ra já exis­tis­sem na épo­ca, não eram popu­la­ri­za­das como é hoje. Ao menos o seu con­cei­to era total­men­te com­pre­en­di­do, sen­do real­men­te difun­di­das no Bra­sil somen­te cin­co anos depois, em 2004, com a popu­la­ri­za­ção do Orkut.

   Além do mun­do vir­tu­al toman­do o lugar da vida real, o que pode­mos notar com rela­ção entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al dos dias de hoje? De mui­tos, ire­mos resu­mir em cin­co dife­ren­tes pon­tos como:

1 -Velocidade para baixar e acessar informações

   No fil­me Matrix o ser huma­no tem o poder de bai­xar conhe­ci­men­tos da rede. Enquan­to isso… Na rea­li­da­de vir­tu­al dos dias de hoje… Isso… Tam­bém é pos­sí­vel! Obvi­a­men­te não com a mes­ma velo­ci­da­de, ins­tan­ta­nei­da­de e pro­fun­di­da­de que acon­te­ce no fil­me, mas… Pode­mos dizer que esta­mos cami­nhan­do para isto.

   No pró­xi­mo item fala­re­mos mais a res­pei­to de alguns pro­je­tos que visam jus­ta­men­te rea­li­zar essa ino­va­ção do fil­me. Porém, já hoje em 2017, é pos­sí­vel aces­sar o conhe­ci­men­to de manei­ra mui­to mais fácil do que há trin­ta anos, onde depen­día­mos de livros e da dis­po­ni­bi­li­da­de dos mes­mos nas bibli­o­te­cas e livra­ri­as.

   Nos dias atu­ais o conhe­ci­men­to está expos­to on-line, e pode­mos aces­sá-lo atra­vés dos com­pu­ta­do­res, tablets e smartpho­nes. Ou seja, o ser huma­no aos pou­cos vai se “plu­gan­do” à tec­no­lo­gia. Esta é mais uma seme­lhan­ça entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al.

   Atra­vés da Inter­net dos dias de hoje, pode­mos fazer o down­lo­ad de todo o conhe­ci­men­to que quei­ra­mos, como: apren­der culi­ná­ria, mecâ­ni­ca, aviação,origami, joquempô, libras,plantar bana­nei­ra, fran­cês ou tal­vez… Até chi­nês. Por que não?!

   Obvi­a­men­te é neces­sá­rio tam­bém o esfor­ço huma­no. Já no fil­me, com um sim­ples cli­que, Neo tem a sua dis­po­si­ção conhe­ci­men­tos para rea­li­zar o down­lo­ad com­ple­to, como de uma arte mar­ci­al mile­nar, como o Kung Fu por exem­plo, e de for­ma ins­tan­tâ­nea, após fazer o down­lo­ad já sai que­bran­do tábu­as com as mãos, dan­do sal­tos mor­tais e dis­tri­buin­do socos e chu­tes por aí. Seria bom se não pre­ci­sás­se­mos nos esfor­çar para apren­der, mas por enquan­to, por azar, ou por sor­te, isso… Ain­da não é rea­li­da­de.

2 -Singularidade do ser humano à máquina

   Outra par­ti­cu­la­ri­da­de entre o fil­me Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al, é a união entre o homem e máqui­na. Na tra­ma, o ser huma­no já não é mais 100% ani­mal, e em seu cor­po, exis­tem diver­sos plu­gues que o conec­ta à Matrix. Já nos dias atu­ais… Bom, de cer­ta manei­ra isto já está acon­te­cen­do. Tal­vez não tenha­mos fios, chips e plu­gues conec­ta­dos em nos­sa nuca e por todo o cor­po, porém, bas­ta ape­nas um olhar mais aten­ci­o­so e uma obser­va­ção mais apu­ra­da no dia a dia para con­cluir­mos o quan­to a huma­ni­da­de e a máqui­na estão cami­nhan­do aos pou­cos para se tor­nar uma coi­sa só.

   Quan­tos minu­tos ou horas por dia você tem con­ta­to com um com­pu­ta­dor, um tablet ou um smartpho­ne? Se forem mui­tos, no tem­po vago, o que você faz? Assis­te tele­vi­são?

   Dia­ri­a­men­te esta­mos em con­ta­to com as máqui­nas. Dia­ri­a­men­te, dian­te de nos­sos olhos vemos o mun­do por trás das telas.

   Enquan­to anda­mos nos trens temos já plu­ga­dos em nos­sos ouvi­dos pho­nes. Nós usa­mos as máqui­nas para alcan­çar o que que­re­mos. E as usan­do fica­mos pra­ti­ca­men­te 24 horas por dia conec­ta­dos a elas. E aí vem a per­gun­ta: quem usa quem? Na rea­li­da­de, há mui­to tem­po já somos domi­na­dos pelas máquinas,e é mais ou menos isto que o fil­me colo­ca quan­do põe o ser huma­no na con­di­ção de “pilha”. Ou seja, para as máqui­nas “vive­rem” depen­de de nós. E na rea­li­da­de, isto ten­de a evo­luir cada vez mais…

   Exis­tem alguns pro­je­tos que real­men­te indi­cam esta sin­gu­la­ri­da­de entre o ser huma­no e a máqui­na, isto é, os dois lite­ral­men­te se tor­na­rem uma coi­sa só, é ape­nas uma ques­tão de tem­po.

   Hoje, já sen­do comer­ci­a­li­za­do, exis­te o Goo­gle Glas (cli­que aqui para ver mais sobre o assun­to), que basi­ca­men­te é a tec­no­lo­gia de um com­pu­ta­dor conec­ta­do a rede em for­ma­to de ócu­los. Este já está no mer­ca­do, e é só um come­ço para esta uni­fi­ca­ção ocor­rer. Porém, exis­te algo ain­da mais pró­xi­mo des­ta sin­gu­la­ri­da­de pres­tes a acon­te­cer. Recen­te­men­te, a Sam­sung anun­ci­ou um pro­je­to ain­da mais tec­no­ló­gi­co evo­luin­do toda a ideia o Goo­gle Glass em for­ma­to de len­tes de con­ta­to, que aco­pla­das aos olhos, daria aces­so a rede e até mes­mo pos­si­bi­li­da­de de tirar fotos ( se você qui­ser saber mais e ver uma demons­tra­ção é só cli­car aqui).

   Mas, se você ain­da acha que a sin­gu­la­ri­da­de do ser huma­no à máqui­na é coi­sa de fic­ção cien­tí­fi­ca, sai­ba que exis­tem pro­je­tos que pla­ne­jam tor­nar isto ain­da mais real do que ócu­los mul­ti­mí­dia ou len­tes de con­ta­to com wi fi.

   O nor­te ame­ri­ca­no Ray­mond Kurzweil é um tec­nó­lo­go, inven­tor e futu­ris­ta (aque­le que estu­da de for­ma lógi­ca e base­a­do em fatos um pos­sí­vel futu­ro), reco­nhe­ci­do mun­di­al­men­te por rea­li­zar pre­vi­sões cer­tei­ras, ele tem um pres­ti­gio mui­to alto pela comu­ni­da­de cien­tí­fi­ca, pois das 147 pre­vi­sões que Kurzweil tem fei­to des­de 1990, 115 delas acon­te­ce­ram, e outras 12 foram con­si­de­ra­das “essen­ci­al­men­te cor­re­tas”. Ray­mond Kurzweil diz que em 2030 exis­tem gran­des pos­si­bi­li­da­des da nano­tec­no­lo­gia (resu­mi­da­men­te: a tec­no­lo­gia de robôs micros­có­pi­cos, você pode cli­car aqui para saber mais a res­pei­to) tra­ba­lhar em nos­so cére­bro e nos conec­tar a rede vir­tu­al de for­ma lite­ral­men­te orgâ­ni­ca (cli­que aqui para saber sobre a pre­vi­são de Ray­mond Kurzweil).

   Quan­do ele diz isto, ele quer dizer: robôs em nos­so cére­bro nos conec­tan­do a Inter­net e sen­do pos­sí­vel até o down­lo­ad de arqui­vos. Se pre­pa­re que um dia o Win­dows e a Apple vão bri­gar para entrar de modo lite­ral com softwa­res den­tro de sua men­te.

   Acha que esta seme­lhan­ça entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al é mui­ta fic­ção cien­tí­fi­ca? Pode até ser, mas não se esque­ça que um dia acha­ram que o car­ro voa­dor tam­bém era. E hoje, além de inven­ta­do, já tem pre­vi­são para ser comer­ci­a­li­za­do em 2019 (veja o vídeo do car­ro voa­dor em fun­ci­o­na­men­to cli­can­do aqui).

3 — O virtual afeta o real

   Exis­te uma simi­la­ri­da­de entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al atu­al que lite­ral­men­te acon­te­ce hoje.
No fil­me, vemos uma cons­tan­te pre­o­cu­pa­ção tan­to dos huma­nos quan­to das máqui­nas com a Matrix. Mas…Por que essa pre­o­cu­pa­ção? No caso dos huma­nos, é que­rer liber­tar a huma­ni­da­de daque­la simu­la­ção vir­tu­al e mudar o mun­do real. No caso das máqui­nas, é man­ter o ser huma­no naque­la con­di­ção. Ou seja, no fil­me, o vir­tu­al afe­ta dire­ta­men­te o real.

   Isto acon­te­ce a todo momen­to nos dias de hoje. Quer um exem­plo prá­ti­co?! Quan­tos e quan­tos rela­ci­o­na­men­tos não ter­mi­nam por uma cur­ti­da inde­se­ja­da ou um comen­tá­rio gai­a­to na foto do Face­bo­ok de outra pes­soa? Quan­tos empre­gos não são alcan­ça­dos atra­vés da Inter­net? Quan­tas via­gens não são pro­gra­ma­das atra­vés de sites? Quan­tas empre­sas não cres­cem imen­sa­men­te atra­vés do mar­ke­ting digi­tal ou ser­vi­ços de publi­ca­ções on-line como aque­les ofe­re­ci­dos pela RDO – Pla­ta­for­ma Digi­tal On-line.

   A gran­de ver­da­de, é que nes­te pon­to já esta­mos intei­ra­men­te liga­dos a Matrix.

   Nós con­ver­sa­mos, nego­ci­a­mos, namo­ra­mos, desa­ba­fa­mos e lite­ral­men­te vive­mos atra­vés da rea­li­da­de vir­tu­al. E gran­de par­te des­ta ati­tu­de, é por­que tam­bém sabe­mos que este mun­do vir­tu­al afe­ta dire­ta­men­te a nos­sa rea­li­da­de.

4 — A necessidade de segurança e do monitoramento técnico das atividades no virtual

   Outra seme­lhan­ça entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al, é a neces­si­da­de de um téc­ni­co para moni­to­rar as ati­vi­da­des que ocor­rem no mun­do ciber­né­ti­co. No caso do fil­me, quan­do Neo, Morpheus e Tri­nity aden­tram a Matrix, pre­ci­sa ficar alguém do lado de fora para garan­tir que não acon­te­ça nada de erra­do. Em nos­sos dias atu­ais isto acon­te­ce há mui­to tem­po.

   Empre­sas con­tra­tam pro­fis­si­o­nais espe­ci­a­li­za­dos em TI para rea­li­zar o moni­to­ra­men­to de links, veri­fi­ca­ção da rede e rea­li­zar a manu­ten­ção de sis­te­mas para garan­tir que nada ocor­ra de erra­do. Pois se algo acon­te­cer… O deses­pe­ro é geral.

   Nor­mal­men­te quem faz isto no mun­do real são pro­fis­sões liga­das a tec­no­lo­gia da infor­ma­ção. No fil­me, essas fun­ções podem ser atri­buí­da dire­ta­men­te ao per­so­na­gem Tank, que tinha como mis­são garan­tir que todos saís­sem vivos da Matrix. Mas resu­mi­da­men­te ele moni­to­ra­va links, veri­fi­ca­va a rede e rea­li­za­va a manu­ten­ção dos sis­te­mas para garan­tir que nada ocor­res­se de erra­do. Ou seja, Tank era um ana­lis­ta de TI da Matrix.

   No caso da nos­sa rea­li­da­de vir­tu­al, cada vez mais é neces­sá­rio pro­fis­si­o­nais que enten­dam do meio digi­tal, e hoje, “enten­der do meio digi­tal” não é somen­te uma clas­si­fi­ca­ção espe­cí­fi­ca para aque­les que são liga­dos a TI. Esta neces­si­da­de se amplia tam­bém para outras áre­as, como o dese­nho e a comu­ni­ca­ção, e as con­ver­ge em novos seg­men­tos, como o design e o mar­ke­ting digi­tal. Por exem­plo: Hoje, cam­pa­nhas e estra­té­gia de mar­ke­ting digi­tal são ele­men­tos cru­ci­ais para rea­li­zar o real cres­ci­men­to de uma empre­sa no sécu­lo XXI. Por isso, caso a empre­sa quei­ra ficar mai­or, é vital a neces­si­da­de de um pro­fis­si­o­nal espe­ci­a­li­za­do nes­sa área. É neces­sá­rio a segu­ran­ça e o moni­to­ra­men­to das ati­vi­da­des e dos resul­ta­dos, um ser­vi­ço espe­ci­a­li­za­do por quem cons­tan­te­men­te estu­da sobre o assun­to, como os ser­vi­ços pres­ta­dos pela RDO-Pla­ta­for­ma Digi­tal On-line.

   Em todos os casos, quan­do o ser huma­no se conec­ta a rea­li­da­de vir­tu­al, é neces­sá­rio um pro­fis­si­o­nal para moni­to­rar todas as ati­vi­da­des com téc­ni­ca e segu­ran­ça, e esta é a quar­ta seme­lhan­ça entre o fil­me Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al dos dias de hoje.

5 — A velocidade das réplicas

   Entre os momen­tos do fil­me, um dos mais emble­má­ti­cos é quan­do o agen­te Smith come­ça a cri­ar diver­sas répli­cas pela Matrix. Esse momen­to aca­ba resul­tan­do em uma das melho­res cenas de luta do fil­me. E por que não dizer, uma das melho­res cenas de luta do cine­ma (você pode assis­tir ago­ra mes­mo a essa fan­tás­ti­ca cena de luta cli­can­do aqui).

   Mas… o que quer dizer esta cena? Por que ela é tão emble­má­ti­ca? No fil­me, o agen­te Smith se tor­na um vírus na Matrix, e é inde­se­já­vel tan­to pelas máqui­nas quan­to pelos seres huma­nos. Porém, mais do que isto, esta cena indi­ca a velo­ci­da­de com que a infor­ma­ção cor­re na rede, e indo além, como esta infor­ma­ção repli­ca de manei­ra efi­caz e efi­ci­en­te. Esta é mais uma seme­lhan­ça entre Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al atu­al. No fil­me isto é mos­tra­do no sen­ti­do meta­fó­ri­co, quan­do o agen­te Smith toca qual­quer outra pes­soa, ela se tor­na uma répli­ca dele (cli­can­do aqui você pode ver a esta cena).

   E na rea­li­da­de atu­al? Como isto ocorre?De for­ma resu­mi­da a Inter­net é um meio de comu­ni­ca­ção efi­ci­en­te, pois é pos­sí­vel agre­gar a ela outros for­ma­tos de mídia, como víde­os, ima­gens e áudio. Ou seja: ela é mul­ti­mí­dia. Quan­do o ser huma­no entra em con­ta­to a esses for­ma­tos, de uma manei­ra mais efi­ci­en­te do que a con­ven­ci­o­nal, rece­be um mai­or auxí­lio para o enten­di­men­to da men­sa­gem, pois o áudio, ima­gem e vídeo, des­per­ta e esti­mu­la sen­sa­ções, emo­ções e pen­sa­men­tos. Exem­plo: Uma men­sa­gem moti­va­ci­o­nal com uma músi­ca ins­pi­ra­do­ra e ima­gens que esti­mu­la a auto-esti­ma seria melhor com­pre­en­di­da, no caso para seu sen­ti­do ser real­men­te assi­mi­la­do e até ins­pi­rar alguém, do que seria caso fos­se somen­te em um tex­to con­ven­ci­o­nal. Isto é cla­ro depen­den­do do tex­to, da pes­soa e de outras variá­veis, mas em resu­mo e prin­ci­pal­men­te quan­do esta men­sa­gem é lan­ça­da em lar­ga esca­la (para diver­sas pes­so­as ao mes­mo tem­po), esses recur­sos mul­ti­mi­dia (áudio, vídeo e ima­gens) auxi­li­am e mui­to para a com­pre­en­são do sen­ti­do real des­sa men­sa­gem.

   Ocor­re o mes­mo com uma cam­pa­nha de mar­ke­ting digi­tal, um tex­to humo­rís­ti­co, um regis­tro fac­tu­al e assim por dian­te… A pes­soa se incor­po­ra a men­sa­gem. Nes­te caso, a seme­lhan­ça entre à Matrix e a rea­li­da­de vir­tu­al atu­al, é jus­ta­men­te a capa­ci­da­de de cri­ar répli­cas e incor­po­rar pen­sa­men­tos com mui­to mais faci­li­da­de.

   Mas não somen­te isto, pois exis­te tam­bém a ques­tão da velo­ci­da­de com que isto ocor­re.

   Hoje, uma cam­pa­nha publi­ci­tá­ria, quan­do fei­ta de manei­ra digi­tal, atin­ge em mui­to menos tem­po do que atin­gi­ria se fos­se rea­li­za­da por outras manei­ras. Vamos tirar como exem­plo uma cam­pa­nha rea­li­za­da den­tro de uma revis­ta. Se a mes­ma fos­se rea­li­za­da de for­ma impres­sa, teria toda a ques­tão do tem­po de impres­são; do tem­po de trans­por­te da grá­fi­ca até as ban­cas de jor­nal ou livra­ri­as; do tem­po do con­su­mi­dor che­gar até o esta­be­le­ci­men­to comer­ci­al; entre outras variá­veis. Já ela sen­do no for­ma­to digi­tal, como as ofe­re­ci­da pela RDO — Pla­ta­for­ma Digi­tal On-line, com um sim­ples cli­que, ela iria dire­ta­men­te aos olhos do lei­tor atra­vés dos smartpho­nes, com­pu­ta­do­res e tablets em menos de um minu­to.

   O meio digi­tal pro­pi­cia alcan­çar mais pes­so­as em menos tem­po. E mais do que isto, faci­li­ta o enten­di­men­to da men­sa­gem ori­gi­nal por ser mul­ti­mí­dia, ou seja, assim como o Agen­te Smith cria diver­sas répli­cas que foram incor­po­ra­das por aque­la men­sa­gem, hoje, é pos­sí­vel cri­ar répli­cas incor­po­ra­das por outras men­sa­gens.

Matrix e a realidade virtual

   Matrix é um fil­me e tan­to, e com cer­te­za extre­ma­men­te visi­o­ná­rio para a épo­ca que foi lan­ça­do. Pos­si­vel­men­te, daqui a 50 anos, esse fil­me será con­si­de­ra­do um clás­si­co, jus­ta­men­te por ter fei­to pre­vi­sões que se encon­tra­rão ain­da mais com a rea­li­da­de do futu­ro. Extre­ma­men­te pro­fun­do, exis­te um imen­so núme­ro de men­sa­gens mui­to pro­fun­das, que se pas­sam magis­tral­men­te de for­ma sub­ten­di­da nas entre­li­nhas no decor­rer da tra­ma. Repa­re que nes­se arti­go, não há nenhum comen­tá­rio dos efei­tos espe­ci­ais do fil­me, e esses são um show à par­te. Tec­ni­ca­men­te, são tão visi­o­ná­ri­os quan­to seu rotei­ro e ins­pi­ra­ram mui­tos fil­mes que se suce­de­ram a uti­li­zar os mes­mos efei­tos espe­ci­ais.

   Além das seme­lhan­ças des­cri­tas, o fil­me é prin­ci­pal­men­te um aler­ta de como a tec­no­lo­gia está domi­nan­do a huma­ni­da­de, e como a rea­li­da­de vir­tu­al afe­ta a nos­sa pró­pria rea­li­da­de.

   E já que come­ça­mos per­gun­tan­do o que é vir­tu­al, vamos ter­mi­nar per­gun­tan­do o inver­so, o que é real? Para esta per­gun­ta, nada melhor que uma inda­ga­ção mais pro­fun­da do pró­prio Morpheus:

   “O que é real? Como você defi­ne o ‘real’? Se você está falan­do sobre o que você pode sen­tir, o que você pode chei­rar, o que você pode sabo­re­ar e ver, o real são sim­ples­men­te sinais elé­tri­cos inter­pre­ta­dos pelo seu cére­bro.”

   Morpheus — Matrix — 1999
   Dia após dia o mun­do vem se tor­nan­do cada vez mais digi­tal. A par­tir daí, sur­ge à neces­si­da­de do ser huma­no se adap­tar a isso. Adap­tar, e não ser domi­na­do.

   Uma onda tec­no­ló­gi­ca está se for­man­do no mun­do. E aque­les que sou­be­rem uti­li­zar isso ao seu favor e hoje se atu­a­li­za­rem, esta­rão na cris­ta des­sa onda ama­nhã.

   Por­tan­to, faça como Neo, não seja escra­vo da máqui­na e uti­li­ze o vir­tu­al a seu favor.

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RDO – A pla­ta­for­ma de publi­ca­ção digi­tal que fun­ci­o­na

Por: Rafa­el de Almei­da

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