BREVE PANORAMA HISTÓRICO DA REVISTA NO BRASIL E NO MUNDO

POR ADRIANO RODRIGUES

A palavra revista vem do termo inglês review. Ela foi usada em 1702 por Daniel Defoe, autor de Robinson Crusoé. Naquele período, Defoe publicava periódicos com o título Review (Associação Nacional de Editores de Revista). Se analisarmos as palavras re+vista, temos a ideia de rever, de ver novamente, ou de revistar, que pode ser entendida popularmente como dar uma geral, no caso das notícias; assim, podemos dizer que a palavra revista pode ser entendida como rever assuntos, notícias etc. Souza relata em seus estudos o uso do nome revista em inglês e em francês sobre as alegações teóricas das escritoras Ana Luiza Martins, em seu livro “Revista em Revista: Imprensa e Práticas Culturais em Tempos de República”, São Paulo (1880–1922), e Marília Scalzo, em seu livro “Jornalismo de Revista”:

Nas mídias digitais, o suporte físico praticamente desaparece, e os dados são convertidos em sequência numéricas ou de dígitos — de onde digital — interpretados por um processador capaz de realizar cálculos de extrema complexidade em frações de segundos. o computador. Assim, em uma mídia digital, todos os dados, sejam eles sons, imagens, letras ou qualquer outro elemento são, na verdade, sequências de números. Essa característica permite o compartilhamento, armazenamento e conversão de dados.

Johann von Rist, nasceu em Ottensen em Holstein-Pinneberg (hoje Hamburgo) em 8 de março de 1607; Morreu em Wedel em 31 de agosto de 1667

No mundo ocidental, os primeiros exemplares que tem como base as características da revista como a conhecemos hoje, foram publicadas pelo teólogo alemão Joham Rits e receberam o título em alemão de Erbauliche Moanths-Unterredungen — Discussões Mensais Edificantes. Estes exemplares são considerados a primeira revista pelo Journal des Sçavans, publicado em 1665 em Paris (Associação Nacional de Editores de Revista).

Souza registra, em sua tese, o surgimento da revista nos Estados Unidos e na França:

Em 1731, em Londres, é lançada a primeira revista mais parecida com o que conhecemos hoje em dia, The Gentleman’s Magazine. Inspirada nos grandes magazines, reunia vários assuntos e os apresentava de forma leve e agradável” (SCALZO, 2006). Quinn (online) marca que “The Gentleman’s Magazine” é comumente lembrada por ser a primeira revista moderna a ter a finalidade de entreter com seus ensaios, poemas e comentários políticos. Para Giles Feyel, esse título serviu como parâmetro para vários outros na Inglaterra.

No Brasil, o Correio Braziliense é considerado uma das primeiras revistas brasileiras (Associação Nacional de Editores de Revista).

A revista se fortalece como meio de comunicação de massa. Esse fenômeno acontece pela combinação de vários fatores. Podemos afirmar que o meio revista caiu nas graças no meio social, o avanço técnico e tecnológico das artes gráficas, a redução dos custos, as isenções de impostos e a comercialização de publicidades fizeram da revista um produto de comunicação viável comercialmente, além de ser uma fonte interessante na disseminação do conhecimento, entretenimento etc. Podemos encontrar essa afirmação em Souza:

Outros fatores interferiram na popularização das revistas ilustradas, como a isenção de impostos sobre as postagens (1855), publicidade (1853) e papel (1861); e o desenvolvimento das ferrovias e do telégrafo. Com isso aumentou em 600% o número de jornais e revistas na Inglaterra. Mesmo com o aumento na concorrência, o principal título da época, a Illustrated London News aumentou sua tiragem para 200 mil exemplares por semana em poucos anos depois do seu lançamento (ORME, 1986, online). Para Edward B. Orme (1986), uma das grandes dificuldades da ILN era atender a crescente demanda. As impressoras planas a vapor usadas pela publicação em 1843 imprimiam duas mil folhas com oito páginas por hora. Outra impressora do mesmo tipo imprimia o lado oposto da folha, completando as 16 páginas da edição. Com as novas impressoras rotativas adotadas pelo ILN, era possível imprimir mais rápido as páginas de texto, mas as ilustrações ainda eram impressas nas máquinas da geração anterior. Este problema só seria minimizado na metade dos anos 1870, com equipamentos que conseguiam conjugar a impressão de texto e imagens com capacidade de produzir 6,5 mil cópias por hora. A integração entre estes dois elementos só seria definitivamente aprimorada na virada de século.

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