Black Mirror / Playtest: o uso de alta tecnologia e do game para a gamificação do real

Conheça o mundo dos games e da tecnologia com o episódio dois (2) da terceira (3) temporada da série britânica Black Mirror / Playtest – Versão de teste

     Nes­te arti­go sobre a série da Net­flix, Black Mir­ror / Play­test, dis­cu­ti­re­mos os mais vari­a­dos con­cei­tos tec­no­ló­gi­cos apli­ca­dos a este epi­só­dio. Dis­cu­ti­re­mos tam­bém o mun­do dos games e como a rea­li­da­de vir­tu­al está pre­sen­te cada vez mais em nos­so dia-a-dia. Pro­cu­rei não dar nenhum spoi­ler. Por últi­mo darei vári­as dicas de livros e fil­mes que pos­sam enri­que­cer seu conhe­ci­men­to sobre o assun­to. Seja bem-vin­do (a) e embar­que comi­go nes­ta via­gem, espe­ro que gos­te.

POR: ADRI­A­NO RODRI­GUES

Black Mirror

     A série de TV bri­tâ­ni­ca Black Mir­ror é um gran­de suces­so de audi­ên­cia no Bra­sil e cau­sou gran­de bur­bu­ri­nho nas redes soci­ais. Sua exi­bi­ção se deu pela pla­ta­for­ma de stre­a­ming de vídeo Net­flix. O ano de iní­cio da série é de 2011 e em 2016 exi­biu sua ter­cei­ra tem­po­ra­da. A série não tra­ba­lha com o con­cei­to de his­tó­ria inter­li­ga­das, onde os capí­tu­los estão amar­ra­dos uns aos outros. Cada epi­só­dio tem temas e his­tó­ri­as iso­la­das, poden­do ser vis­ta fora de ordem, pois os iní­ci­os e os fecha­men­tos das his­tó­ri­as acon­te­cem no mes­mo epi­só­dio. Mas se assis­tir­mos em sua ordem cro­no­ló­gi­ca, pode­mos per­ce­ber um leve avan­ço nos enre­dos e nas ima­gens apre­sen­ta­das.

Bas­ti­do­res do epi­só­dio “Ver­são de tes­te” (Play­test) da série Black Mir­ror do Net­flix

     Os temas das tem­po­ra­das são os mais diver­sos, mas sem­pre com abor­da­gens bem inte­res­san­tes, sur­pre­en­den­tes e em alguns casos assus­ta­do­ras. A pro­pos­ta de dis­to­pia apre­sen­ta­da por Char­lie Bro­o­ker (cri­a­dor da série) nos leva não só ao entre­te­ni­men­to, mas tam­bém a refle­xões e apren­di­za­dos (depen­den­do do olhar) inte­res­san­tes. Bro­o­ker dis­cu­te pro­po­si­tal­men­te as afir­ma­ções de inú­me­ras pes­so­as que a tec­no­lo­gia pode ser bené­fi­ca e até mes­mo pre­ju­di­ci­al para elas. Ele faz uma pro­vo­ca­ção por meio de suas nar­ra­ti­vas, apre­sen­tan­do o com­por­ta­men­to huma­no e a tec­no­lo­gia de uma for­ma não tão con­ven­ci­o­nal.

     O espe­lho negro a que ele se refe­re no títu­lo da série (Black Mir­ror) está em todo lugar, nas telas das TVs, nos dis­po­si­ti­vos móveis como tablets, smartpho­nes, em câme­ras de vigi­lân­cia etc. Vemos este espe­lho quan­do os apa­re­lhos estão des­li­ga­dos, mas quan­do são aci­o­na­dos, eles sur­gem nos ofe­re­cen­do olha­res que nos levam ao entre­te­ni­men­to, às infor­ma­ções e a pen­sa­men­tos assus­ta­do­res. A visão den­tro do espe­lho que Bro­o­ker nos con­vi­da a conhe­cer­mos, nos leva a mun­dos estra­nhos e nada con­ven­ci­o­nais. Den­tro des­te espe­lho pode­mos pas­se­ar pelo mun­do das polí­ti­cas, do com­por­ta­men­to huma­no, das altas tec­no­lo­gi­as, do desa­fio a mor­te, dos games, das redes soci­ais, das guer­ras, da segu­ran­ça, da vigi­lân­cia e de mui­tos outros assun­tos do nos­so coti­di­a­no.

     Todas essas abor­da­gens e argu­men­tos nos levam tam­bém ao encan­ta­men­to das nar­ra­ti­vas apre­sen­ta­das por Bro­o­ker. O que é impor­tan­te sali­en­tar é que quem assis­te Black Mir­ror não fica indi­fe­ren­te às suas his­tó­ri­as, pois seu cri­a­dor bus­cou apre­sen­tar os assun­tos abor­da­dos de for­ma dinâ­mi­ca, enga­ja­do­ra, cri­a­ti­va, inqui­e­tan­te, por isso, o entre­te­ni­men­to dei­xa de ser algo pas­si­vo e nos levam a inú­me­ras refle­xões e desa­fi­os.

Episódio 2/3 — Dois da terceira temporada de Black Mirror / Playtest / Versão de teste

     Este epi­só­dio tra­ta do mun­do dos games o qual o joga­dor (gamer) par­ti­ci­pa de uma ver­são de tes­te de um jogo de rea­li­da­de vir­tu­al. O jovem joga­dor é um mochi­lei­ro que faz via­gens por vári­os luga­res inte­res­san­tes do mun­do. Quan­do este jovem via­jan­te se vê dian­te da fal­ta de dinhei­ro, resol­ve par­ti­ci­par de um tra­ba­lho na qual sua fun­ção é tes­tar um jogo, ain­da em fase de tes­te. O que este jovem não sabe, é que este jogo não é bem o que ele está acos­tu­ma­do, tra­ta-se um um jogo de rea­li­da­de vir­tu­al hiper-rea­lis­ta na qual ele terá desa­gra­dá­veis sur­pre­sas.

     O jovem joga­dor (gamer) acei­ta par­ti­ci­par da ver­são de tes­te. Ele acre­di­ta que tes­tar o jogo será uma tare­fa cor­ri­quei­ra, fácil e que pode se dar bem, pegar seu dinhei­ro e ir embo­ra para sua casa, mas o que ele não sabe é que as regras do jogo não estão tão cla­ras assim, por isso a tra­ma tor­na-se sur­pre­en­den­te.

     Para enten­der­mos melhor as regras, vamos expli­car um pou­co do que se tra­ta o jogo. O autor do livro: Homo ludens: o jogo como ele­men­to da cul­tu­ra, Johan Hui­zin­ga diz que os jogos pre­ci­sam de regras. Como em todos os jogos, sejam eles ana­ló­gi­cos ou digi­tais, as regras são expli­ca­das, e expor as regras do jogo é neces­sá­rio até para que haja o jogo. No caso do epi­só­dio da série de Black Mir­ror / Play­test as regras são expli­ca­das no iní­cio do jogo. O que o jovem joga­dor ain­da não sabe é que nem toda regra foi expos­ta, ela será divul­ga­da com o desen­vol­vi­men­to do jogo.

     Após o acei­te do joga­dor ele rece­be uma leve inci­são cirúr­gi­ca em seu cére­bro. Ter­mi­na­do a inci­são, a repre­sen­tan­te da empre­sa Katie (Wun­mi Mosa­ku) come­ça a fazer um leve trei­na­men­to para que o joga­dor se acos­tu­me com o jogo. Os tes­tes come­çam com um sim­ples jogo, o jogo da mar­mo­ta.

Tre­cho do epi­só­dio “Ver­são de tes­te” (Play­test) da ter­cei­ra tem­po­ra­da da série Black Mir­ror do Net­flix

Cui­da­do, esta maté­ria é RECO­MEN­DA­DA para quem já assis­tiu este epi­só­dio, pois foi ine­vi­tá­vel NÃO expor alguns spoi­lers.

A Realidade virtual e a qualidade das imagens

     No jogo, os tes­tes com ima­gens são fei­tos por fases gra­du­ais. Esta fase é um tes­te de ima­gem, uma fase de ambi­en­ta­ção com o sis­te­ma isso acon­te­ce em três momen­tos. No pri­mei­ro momen­to o joga­dor vê por meio da rea­li­da­de vir­tu­al uma ima­gem de uma mar­mo­ta ain­da em fase de ren­de­ri­za­ção, depois a mes­ma mar­mo­ta ganha um aca­ba­men­to em 3D (três dimen­sões – lar­gu­ra, altu­ra e pro­fun­di­da­de). Após o encan­ta­men­to e o diver­ti­men­to por par­te do joga­dor, o mes­mo entra em uma fase mais com­ple­xa, a qual as ima­gens ganham uma qua­li­da­de grá­fi­ca bem pró­xi­mas a que vemos hoje nos jogos de guer­ra. Após esta fase de ima­gens em 3D bem ela­bo­ra­da, entra uma fase de ima­gem hiper-rea­lis­ta cuja o joga­dor não sabe mais dife­ren­ci­ar o que é ima­gem ou que é real.

    Após as fases dos tes­tes ini­ci­ais, o joga­dor já está inse­ri­do no jogo, só que tem um deta­lhe, ele ain­da não sabe. Todos seus movi­men­tos estão sen­do moni­to­ra­dos por câme­ras e ao mes­mo tem­po ele rece­be ins­tru­ções para que pos­sa pros­se­guir no jogo. Uma per­gun­ta deve ser fei­ta aqui: como ele já está fazen­do par­te do jogo e ain­da não sabe? Isso é gra­ça as tec­no­lo­gi­as imple­men­ta­das no jogo. Vamos a elas.

O Jogo e as tecnologias mostradas em Black Mirror / Playtest

     Os jogos de vídeo games são roda­dos e base­a­dos em tec­no­lo­gi­as de pon­ta. Para enten­der­mos estas tec­no­lo­gi­as, tere­mos que enten­der alguns con­cei­tos. A par­tir do con­cei­to de vir­tu­a­li­da­de ali­a­do ao digi­tal, da rea­li­da­de aumen­ta­da, da rea­li­da­de vir­tu­al e da inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al.

     O Prof. Dr. Luis Mau­ro Sá Mar­ti­no, em seu livro: Teo­ri­as das mídi­as Digi­tais. Lin­gua­gens, Ambi­en­tes e Redes, mos­tra na pági­na 152 as defi­ni­ções do que seja jogo e sua evo­lu­ção até che­gar­mos em sua ver­são digi­tal.

     Para melhor enten­der­mos o jogo, bus­ca­mos em Mar­ti­no (p. 152) defi­ni­ções sim­ples do que seja jogo e sua evo­lu­ção até che­gar­mos em sua ver­são digi­tal:

    Uma das dife­ren­ças prin­ci­pais entre os jogos ele­trô­ni­cos e seus ante­ces­so­res é o uso da inter­fa­ce digi­tal. Jogos sem­pre deman­da­ram um supor­te físi­co, como peças de xadrez ou car­tas de um bara­lho, para acon­te­ce­rem. No caso do digi­tal, a inter­fa­ce grá­fi­ca não só dis­pen­sa esses mate­ri­ais como tam­bém abre cami­nhos para a cons­tru­ção de for­mas de imi­ta­ção mui­to mais ela­bo­ra­das.

    No vas­to cam­po da cul­tu­ra huma­na, os jogos pare­cem ocu­par um lugar pró­xi­mo à brin­ca­dei­ra e à diver­são. E, de fato, o ato de jogar envol­ve, ao mes­mo tem­po, uma imi­ta­ção da rea­li­da­de, que os filó­so­fos gre­gos anti­gos cha­ma­vam de mimes­sis, e tam­bém de pas­sa­tem­po, tra­ba­lhan­do com a par­te lúdi­ca do ser huma­no – do latim ludus, brin­ca­dei­ra. O ato de jogar pare­ce ser ine­ren­te à espé­cie huma­na, que encon­tra no jogo não ape­nas na dis­tra­ção, mas tam­bém uma for­ma de apren­di­za­do.

     Se você qui­ser saber mais sobre games, o Net­flix tem alguns fil­mes e docu­men­tá­ri­os que vão te aju­dar mui­to no enten­di­men­to do assun­to. Vamos a eles:

Conceitos e tecnologias digitais

     Para melhor enten­der­mos os con­cei­tos e as men­sa­gens pas­sa­das pelo epi­só­dio de Black Mir­ror / Play­test pre­ci­sa­mos enten­der o con­cei­to de vir­tu­a­li­da­de e as tec­no­lo­gi­as digi­tais que são mos­tra­das na série. Vamos a elas:

1 – Vir­tu­a­li­da­de: o mun­do vir­tu­al base­a­do em tec­no­lo­gia digi­tal é um mun­do que aces­sa­mos a todo o tem­po. O vir­tu­al só exis­te quan­do aces­sa­mos, quan­do esta­mos usan­do o com­pu­ta­dor ou smartpho­ne por exem­plo, esta­mos den­tro do mun­do vir­tu­al. O filó­so­fo, soció­lo­go e pes­qui­sa­dor fran­cês, Pier­re Lévy expli­ca o que é o vir­tu­al, ele diz que o vir­tu­al é o opos­to do físi­co, mas o vir­tu­al é real, só não tem mate­ri­a­li­da­de, sua repre­sen­ta­ção ima­gé­ti­ca ocor­re por meio da tec­no­lo­gia digi­tal base­a­da em códi­gos biná­ri­os. O vídeo abai­xo expli­ca suas teo­ri­as.

Expli­ca­ção do que é o Vir­tu­al pelo filó­so­fo da infor­ma­ção Pier­re Lévy

     Além do vídeo, vale a pena ler tam­bém o livro: o que é vir­tu­al. Nes­te livro, Lévy expli­ca com mui­tos deta­lhes diver­sas teo­ri­as que expli­cam a vir­tu­a­li­da­de.

2 — Rea­li­da­de aumen­ta­da: a rea­li­da­de aumen­ta­da é quan­do há a uni­fi­ca­ção do mun­do real com o mun­do vir­tu­al, isso quer dizer que é colo­ca­da sobre mun­do real físi­co, ima­gens vir­tu­ais, sejam elas está­ti­cas ou ani­ma­das. O aces­so por essa ima­gem é por meio de algum tipo de tela ou câme­ras, sejam elas smartpho­nes ou web­cam. Dois bons exem­plo de rea­li­da­de aumen­ta­da é o Poke­mon Go e o Goo­gle Glass.

Apre­sen­ta­ção do Ócu­los Goo­gle Glass

     Na série, fica­mos em dúvi­da se o joga­dor está ven­do base­a­do na rea­li­da­de aumen­ta­da ou rea­li­da­de vir­tu­al. Com um olhar mais aten­to é pos­sí­vel des­co­brir do que se tra­ta, mas não vamos reve­lar aqui para não dar spoi­ler.

3 – Rea­li­da­de vir­tu­al: a rea­li­da­de vir­tu­al é um tipo de rea­li­da­de que é conhe­ci­da tam­bém como VR – Vir­tu­al Rea­lity. Nos­so con­ta­to com ela se dá por meio da inte­ra­ção do ser huma­no com um sis­te­ma que simu­la a rea­li­da­de. Nes­te tipo de tec­no­lo­gia a pes­soa é intro­du­zi­da den­tro da rea­li­da­de, seja ela por meio de jogos, fil­mes e qual­quer outro tipo de inte­ra­ção. Na série Black Mir­ror / Play­test a rea­li­da­de vir­tu­al está em todo o jogo mos­tra­do nes­te epi­só­dio, mas para você per­ce­ber é pre­ci­so que você jogue, ops… assis­ta este epi­só­dio da série.

     A rea­li­da­de vir­tu­al está cres­cen­do mui­to e as gran­des empre­sas como Face­bo­ok (com seu pro­je­to de ócu­lo Rift), Sam­sung (com o pro­je­to Gear VR) estão bus­can­do cri­ar solu­ções inte­res­san­tes nes­ta área para ofe­re­cer para os seus públi­cos.

     No cine­ma a rea­li­da­de vir­tu­al já é tema de fil­me há mui­to tem­po. Pode­mos dar como exem­plo o fil­me estre­la­do pelo ator Arnold Schwar­ze­neg­ger , o fil­me O Vin­ga­dor do Futu­ro (Total Recall — 1990), que rece­beu seu rema­ke o qual o ator Colin Far­rell foi o pro­ta­go­nis­ta.

Trai­ler do fil­me: O Vin­ga­dor do Futu­ro (1990)

Trai­ler do fil­me: O Vin­ga­dor do Futu­ro (2012)

4 – Inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al: Na inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al o sis­te­ma pode apren­der com o ser huma­no e com o que está dis­po­ní­vel na rede mun­di­al de com­pu­ta­do­res (inter­net). Se a inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al está no sis­te­ma de uma assis­ten­te pes­so­al, por exem­plo, ela con­se­gue apren­der com você, e com isso, ela pode te auxi­li­ar como uma ver­da­dei­ra secre­tá­ria ele­trô­ni­ca, mas com mui­ta inte­li­gên­cia. No fil­me Her / Ela pode­mos encon­trar um bom exem­plo des­te tipo de tec­no­lo­gia, pois o ator Joa­quim Pho­e­nix inter­pre­ta The­o­do­re, uma pes­soa comum que se apai­xo­na pelo sis­te­ma ope­ra­ci­o­nal do seu com­pu­ta­dor.

Trai­ler ofi­ci­al do fil­me Her / Ela

     No mun­do dos negó­ci­os aIBM tem seu sis­te­ma de inte­li­gên­cia arti­fi­cal, oWat­son. A Pano­so­nictem seu pro­je­to de inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al, o Libra­tus.

     Na série Black Mir­ror / Play­test o pro­gra­ma de game apren­de com o joga­dor e inte­ra­ge com ele. O sis­te­ma do jogo per­ce­be os medos do joga­dor e inten­si­fi­ca estes medos, cria novas situ­a­ções para que o joga­dor tenha deter­mi­na­da rea­ção, tenha mais medo. O sis­te­ma de for­ma inte­li­gen­te e por meio da inte­li­gên­cia arti­fi­ci­al joga com o joga­dor, isso quer dizer que o úni­co joga­dor não é o gamer, mas tam­bém o sis­te­ma.

Por que a gamificação do real?

     Além de mos­trar o jogo tes­te, o ter­ror e uma nar­ra­ti­va envol­ven­te, este epi­só­dio da série mos­tra que o jogo gami­fi­ca o real, mas te faço uma per­gun­ta, qual real é gami­fi­ca­do? Para saber esta res­pos­ta é pre­ci­so que você assis­ta o epi­só­dio.

     Outras per­gun­tas são neces­sá­ri­as para agu­çar sua curi­o­si­da­de. Todos sabe­mos que para ter­mos aces­sos aos jogos digi­tais é pre­ci­so de alguns fato­res, é pre­ci­so ter um joga­dor, um con­tro­le (joys­tick), o sis­te­ma, a tela, e o jogo. Vamos as per­gun­tas que temos que fazer para enten­der­mos a série.

1 – Quem é o jogador de fato?

2 – Onde está a tela do jogo?

3 – Onde está o Joystick?

Análises Black Mirror / Playtest no Youtube

     Para saber um pou­co mais sobre Black Mir­ror / Play­test veja as crí­ti­cas apre­sen­ta­da por alguns canais do You­tu­be. Espe­ro que você gos­te.

Saiba mais na biblioteca

ALVES, Lynn. Game over: jogos ele­trô­ni­cos e vio­lên­cia. São Pau­lo: Futu­ra, 2005.

ARAÚ­JO, Deni­ze Cor­rea (org). Ima­gem (ir) rea­li­da­de: comu­ni­ca­ção e ciber­mí­dia. Por­to Ale­gre: Suli­na, 2006

AUMONT, Jac­ques. A ima­gem. Cam­pi­nas, SP: Papi­rus, 1993.

BAU­DRIL­LARD, J. Simu­la­cros e Simu­la­ção. Lis­boa: Reló­gio d’Água, 1991,

BRAN­CHER, Jac­ques Duí­lio. Intro­du­ção aos con­cei­tos de jogos de com­pu­ta­dor. In: FER­NAN­DES, Ani­ta Maria da Rocha [et al.] (Orgs.). Jogos ele­trô­ni­cos: mape­an­do novas pers­pec­ti­vas. Flo­ri­a­nó­po­lis: Visu­al Books, 2009. p. 17–35.

CAS­TELLS, Manu­el. A soci­e­da­de em rede. Vol. 1. Eco­no­mia, soci­e­da­de e cul­tu­ra. 9 ed. atu­a­liz. São Pau­lo: Paz e Ter­ra, 1999

HUI­ZIN­GA, Johan. Homo ludens: o jogo como ele­men­to da cul­tu­ra. São Pau­lo: Pers­pec­ti­va, 1999.

LÉVY, Pier­re. O que é o vir­tu­al? São Pau­lo: Ed. 34, 1996. LUNA, Dani­el Neves Abath. Comu­ni­ca­ção e repre­sen­ta­ção soci­al nos vide­o­ga­mes: em aná­li­se o jogo Grand Theft Auto – San Andre­as. Dis­po­ní­vel em: http://www.insite.pro.br/2008/19.pdf. Aces­so em: 24/04/08.

MAR­TI­NO, Luís Mau­ro Sá. Teo­ria das mídi­as digi­tais: lin­gua­gens, ambi­en­tes e redes. Petró­po­lis, RJ: Vozes, 2014.

NEGRO­PON­TE, Nicho­las. A vida digi­tal. São Pau­lo: Com­pa­nhia das Letras, 1995.

NOGUEI­RA, Luís. Nar­ra­ti­vas fíl­mi­cas e vide­o­jo­gos. Covi­lhã: Lab­com, 2009.

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